Sentada na calçada, ela sonhava para onde o horizonte estava indo, e sendo seguido pelo vento, é aquele vento que batia em suas mechas loiras e partia sem deixa mudanças, epifanias, novidades, tristezas. O horizonte era algo tão belo e parecia intocável assim como tudo que sentia. Ela queria colocar a mão bem lá dentro e pegar o coração em seus dedos para analisar todos os sentimentos que sempre intrigavam a curiosidade dela e simplesmente deixa-lo pulsar o sangue quente em sua mão.
Quando pequena os sentimentos borbulhavam de forma espontânea, e agora parecia que tinha que se força a sentir algo, tudo irreal. Como era bom mesmo sua vida anos atrás, anos que passaram naquela rua que agora abria a mente e jogava cada lembrança em seu respectivo lugar, montando um enorme quebra-cabeça da sua mente no plano real.Tinha sido por ali que aprenderá a andar de bicicleta, e mas por lá que brincava todas as férias, e se não falha a própria memória por cá que tinha aprendido a amar, ou talvez até por já, por andar,por até,por dias, por longe, por que?
Por que esquecerá tudo que era, juntamente com o vento que não bati mais, com as memórias que voltavam na cabeça, com as calças Jeans apertadas, as botas da moda e o chapéu lhe dando características únicas, aceitas por todos. Simplesmente tudo mudou e não se responsabilizava por isso, sabia - ou melhor, achava- que tinha sido para melhor e que voltar a infância agora seria perder tudo que o Prof. Tempo a ensinará. Apagaria tudo…como tudo, ela apagou de sua infância, erro o qual não repetiria novamente. Erro do errar.
(Matheus Haddad)

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